alguém disse que a malta está assim para o «velho» quando cada dia que passa assumir a condição de perda irreparável. do tipo, quanto mais tempo passa menos tempo nos resta para passar. a verdade é que desde que se nasce que isso é assim mas, até uma determinada idade, a malta nem dá por isso nem perde tempo a pensar nisso. a questão: quando se chega a esse ponto? a resposta: quando condor deixar de ser ave de rapina e passar a significar com-dor por tudo quanto é lado no nosso pobre esqueleto. quando o com-dor sem penas nos passar a rapinar o body que se fartou de sofrer no gym. e eis-nos chegados à palavra-chave, à mais fodida de todas: hes-ke-lê-tú (nem consigo escrever a puta da palavra!). quando a malta já parece que está permanentemente mascarado para uma festa de halloween, ou seja, quando malta já tende mais para ser osso do que carne. quando a malta para comer carne tiver que colocar a placa. placa de la dentadura postiza, entenda-se. quando a malta quase deixar de comer carne da outra e passar a chuchar no osso. quando se ouve «ossobuco não, por causa da gota...». quando para respirar é preciso pôr a gota na penca. quando tudo despenca e passa a um amontoado de pendurezas como se a malta fosse árvore de natal fora de época. e já chega de imagens porque estou a ficar indisposto e a idade já não é o que era para se aguentar tanta (ante)visão.
já perceberam que este blogue surge para me consciencializar que cérebro e corpo não têm de ser forçosamente muito amigos e andar sempre de mãos dadas. não sou político - cruzes-credo-canhoto! - mas vou dar uma... |aproveita gajo enquanto podes| ...de político e andar por aí. aí que é aqui. até que o dedo me doa, claro!, por causa da puta da idade e da puta da artrite ou de outra com-dor em qualquer outro lado. quando o dedo não obedecer ao cérebro, assim é que é. os divórcios não estão na moda? pois lá virá um dia o meu divórcio corporal: corpo cansado de ser um pau-mandado deste cérebro. | zangam-se os outros e o outro ' pau' é que paga... |
vamos a isto. desde já aqui fica um obrigadinho pela visitinha e um desculpem qualquer coisinha. estou a referir-me, obviously, ao facto de sempre que se rirem agora eu vos relembrar que a actual condição do je mais não é do que uma antecipação - se lá chegarem, claro! - da vossa futura condição... de alguém que está quase a ter uma idade equivalente a metade de um século. dasse, até dói escrever isto... como li algures: i'm too sexy to be 50! nem mais.
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